O saquê é uma bebida milenar, como pode ser comprovado através de citações em contos históricos do sécula 3D.C.

Tem como principais ingredientes água e arroz e pode atingir teores alcoólicos altos (até 20ºGL) devido à fermentação paralela com a atuação de dois microorganismos: um atuando na quebra das moléculas de amido em glicose e outro na conversão da glicose em álcool.

No Japão há mais 2700 produtores de saquê e eles se concentram principalmente na região de Nada devido à qualidade inigualável da Miyamizu, água que nasce nesta região. A fama da água desta região pode ser comparada as águas de Bordeaux para os produtores de vinho, às águas de Munich, Pilsen e Milwaukke para a produção de cerveja.

O processo de fermentação leva cerca de 30-40 dias e todo o processo de fabricação ao redor de 4 meses. O saquê pode ser degustado tanto a quente quanto a frio. Para consumi-lo a quente deve-se aquecê-lo em recipientes de porcelana conhecidos como Tokuri ou Ochoushi em banho maria até a bebida atinja: - 40°C temperatura na qual é chamado Nurukan, ou seja, mormo; - Entre 40° e 55°C temperatura conhecida como Kan, ou seja, aquecido; - Entre 55° e 60°C temperatura na qual é chamado de Atsukan, ou seja, quente.

Não se deve concumir a bebida quente nos Masu, pois este absorveria excessivamente o gosto da madeira. Também nunca se deve deixar que o Sake levante fervura.

Quando consumido quente, é disposto em copinhos de porcelana conhecidos como Sakazuki ou Ochoko.

Já o frio pode ser degustado gelando-se o saSake na geladeira e porcionando em Ochoko ou Masu (caixinhas de madeira) ou ainda no preparo de coquetéis e drinks.

Muitos apreciadores sugerem ainda que se coloque uma pitada de sal no canto do Masu, um costume adotado pelos mais jovens, para dar um certo estilo ao ato de beber.

Esta bebida tão popular, está presente em quase todas as festividades japonesas.

No Ano Novo, bebe-se para trazer saúde e vida longa; nas cerimônias xintoístas de casamento, os noivos consagram seus votos de felicidade bebendo três vezes do mesmo copo de saquê, para só então, abrirem a marteladas um barril inteiro para os convidados.